Turma I

Eu detesto-a. Não exactamente a ela mas todo o conjunto de pessoas que ela representa. São lixo. Ela é ignorante. Completamente indigente de qualquer intelecto ou gosto cultural. É arrogante, acredita que é melhor do que alguém, e que se encontra no direito de tratar desrespeitosamente as pessoas em sua volta que considera inferiores a si, confirmando somente não só a sua falta de intelecto bem como de cidadania e, mais irredimível, a sua falta de humanidade.

Eu acredito que cada ser humano é valioso. Acredito que cada pessoas merece respeito incondicional e desprezo profundamente aqueles que desrespeitam os demais. Eu acredito que quando alguém desrespeita outra pessoa, independentemente das razões que o levaram a fazê-lo, merece ser punido. O que me angustia perfeitamente é que o que se sucede na nossa sociedade é exactamente o contrario. As pessoas que desrespeitam outras não só não são punidas como temidas, respeitadas e, o mais horrível de tudo, glorificadas!

É necessário lutar conta esta tendência de glorificar aqueles que apresentam-nos qualquer tipo de ameaça. Temos de enfrentá-los. Temos que mostrar que não temos medo. Pois infligir medo é a sua principal arma! É um tipo de terrorismo. Um terrorismo mais soft. Talvez seja esta a semente do terrorismo, um terrorismo que nos parece inofensivo que levado a uma grande escala se torna catastrófico. Tudo começa por baixo. Se não existir ódios e injustiça nas comunidades mais pequenas, se as pessoas aprenderem a respeitarem-se enquanto comunidade escolar, vizinhos, família. Criarem respeito mutuo pelos gostos e interesses diferentes. Eu acredito que é também possível criar um respeito Universal.

Um dos primeiros passos é, de facto, enfrentá-los. Lutar por aquilo que se acha certo. Ninguém tem o direito de humilhar ninguém! A partir do momento que alguém considere ter a legitimidade para causar mal ao próximo deve ser detido. Devemos intervir não só quando nós somos as vítimas de injustiça e desrespeito mas também quando são os outros. Vivemos numa sociedade e temos a obrigação de zelar para que a dignidade e a integridade de cada um seja respeitada para que assim vivamos num mundo mais justo, num mundo melhor.


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